O Villa Park explodiu em um delírio que ecoava por décadas! O Aston Villa, meus caros, selou sua passagem para a grande final da Liga Europa, algo que não acontecia desde 1982. As bombas de punho do Príncipe William, lá do alto da Tribuna Trinity Road, já celebravam o pênalti de Emiliano Buendía, que abriu o caminho para a glória. Mas foi John McGinn quem fez o estádio vir abaixo, enterrando dois gols quase idênticos em apenas três minutos, liquidando a fatura e garantindo a festa.
Em meio aos hinos entoados para Unai Emery, o estrategista espanhol que busca uma quinta coroa na Liga Europa, a massa violeta e grená já planejava a viagem para Istambul. Será lá que o Villa encontrará o Freiburg, em busca de um caneco que não vem para casa desde a Copa da Liga de 1996. A euforia era palpável, e o locutor do estádio não se conteve, disparando: ‘You can start packing your bags, start looking for your tickets’. Do lado derrotado, o Nottingham Forest, com seu elenco debilitado e uma invencibilidade de dez partidas estraçalhada, via as ambições de seu presidente evaporarem com os tentos de Ollie Watkins e o pênalti certeiro de Buendía.
O Villa Park respirava intensidade, com bandeiras grenás e azuis cobrindo cada assento, um contraste brutal com a derrota apática de domingo anterior. A atmosfera superou qualquer expectativa, digna de clubes gigantes brigando por um lugar na vitrine europeia. Teve provocação, claro. Emiliano Martínez, o goleirão argentino que adora um papel de vilão, empurrou um adversário durante a roda de aquecimento. O embate foi além, com Elliot Anderson e Morgan Rogers trocando farpas após uma trombada, e até o preparador físico do Villa, Moises de Hoyo, levou amarelo por reclamar demais. A pancadaria rolou solta, com Nicolás Domínguez e Morato também recebendo cartões por entradas duras.
A postura ofensiva do Villa rendeu frutos aos 35 minutos, quando Watkins não perdoou a falha de comunicação da zaga rival e aproveitou o passe de Buendía para abrir o placar. O argentino, com seus dribles desconcertantes, havia bailado entre os defensores antes de servir o atacante. Era o início de um show. Vitor Pereira, técnico do Forest, tentou reagir, colocando Ryan Yates em campo, mas a bagunça em sua defesa se manteve. E quando Milenkovic agarrou Pau Torres dentro da área, o desfecho trágico para os visitantes estava selado. Agora, a torcida de Birmingham já conta as horas para ver o seu time em campo novamente, com a ambição de erguer a tão cobiçada taça em solo turco.
