Atenção, amantes da sétima arte! A aclamada Bárbara Paz não mediu palavras ao defender com paixão o cinema nacional. Pelo tapete vermelho do prestigiado Prêmio Platino Xcaret, no México, a artista e cineasta deu um verdadeiro tapa de luva branca nos críticos, cravando que a produção verde-amarela dispensa qualquer alteração. Ela foi enfática em sua declaração, que reverberou alto na cerimônia que coroou “O Agente Secreto” como o grande vencedor da noite.
Em um papo exclusivo com o Metrópoles, a estrela detalhou sua convicção sobre o valor inquestionável das obras tupiniquins. “A gente tem que continuar fazendo nosso cinema. A gente não tem que mudar nada, os olhares dos outros que tem que mudar, porque a gente continua fazendo um cinema muito bonito, de muita excelência, e está aqui o Platino pra comprovar isso, porque temos um número de indicações que nunca tivemos”, disparou. E os números corroboram a fala da diretora: o país conquistou impressionantes 16 nomeações, sendo oito para o filme “O Agente Secreto” e três para a produção “Manas”. Outras obras como “O Último Azul”, “O Filho de Mil Homens”, “Apocalipse nos Trópicos”, “Ângela Diniz: Assassina e Condenada” e “Beleza Fatal” também receberam destaque em diversas categorias, mostrando a força brasileira.
O sucesso do longa de Kleber Mendonça Filho foi estrondoso, levando para casa oito estatuetas, incluindo Melhor Filme de Ficção, Melhor Direção e Melhor Roteiro para Kleber. Wagner Moura brilhou como Melhor Ator, tanto no júri oficial quanto no Prêmio do Público. A música original de Mateus e Tomaz Alves, a montagem de Eduardo Serrano e Matheus Farias, e a fotografia de Thales Junqueira também foram reconhecidas. Além dos feitos de “O Agente Secreto”, “Apocalipse nos Trópicos”, dirigido por Petra Costa, foi aclamado como Melhor Documentário, e a novela “Beleza Fatal” conquistou a categoria de Melhor Novela.
Mas Bárbara não parou por aí. Com seu filme “Rua do Pescador, nº 6” atualmente em exibição por festivais europeus, ela já planeja o futuro. Sua próxima empreitada será um documentário sobre as recentes enchentes no Rio Grande do Sul, demonstrando seu compromisso com temas sociais. Em seguida, a cineasta se prepara para sua primeira incursão no universo da ficção, uma obra que promete abordar a solidão na contemporaneidade. “É um filme super bonito sobre solidão nos tempos de hoje, é muito necessário falar sobre isso”, antecipou. As gravações deste projeto estão previstas para o início de 2027, e a expectativa já é enorme para ver o que essa talentosa artista nos reserva.
