Flávio Bolsonaro exigiu bolada para bancar filme de Jair

Um escândalo financeiro e político abalou os bastidores de Brasília e do cinema nacional! Áudios e mensagens bombásticas revelaram que o senador Flávio Bolsonaro, figura proeminente do PL e pré-candidato à presidência, pleiteou uma cifra astronômica de R$ 134 milhões junto ao banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo? Custear ‘Dark Horse’, a grandiosa cinebiografia dedicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, uma produção que promete causar frisson e polêmica.

As conversas explosivas, trazidas à tona pelo site The Intercept Brasil nesta quarta-feira, aconteceram em um período delicado, próximo à primeira prisão de Vorcaro, ocorrida no ano passado. Nos diálogos vazados, o filho do ex-presidente confessa o constrangimento em cobrar o montante elevado, especialmente diante das investigações que já pesavam contra o dono do Banco Master. ‘Apesar de você ter dado a liberdade de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. É porque está em um momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso e fico preocupado com o efeito contrário com o que a gente sonhou para o filme’, disse o senador em um áudio datado de 8 de setembro de 2025, preocupado com a paralisação das filmagens internacionais.

Ainda de acordo com os registros, Flávio convidou o banqueiro para um encontro exclusivo com o diretor americano Cyrus Nowrasteh e o ator Jim Caviezel, escolhido para viver Jair Bolsonaro no filme, durante um jantar ‘totalmente reservado’ em São Paulo, agendado para o mês de novembro. A ligação entre eles se mostrava cada vez mais forte. Em 16 de novembro, o parlamentar reforçou essa conexão por mensagem de texto: ‘Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!’. Este contato ocorreu um dia antes da detenção de Vorcaro e dois dias antes da liquidação do Banco Master, desencadeada pela Operação Compliance Zero. O empresário Thiago Miranda, então sócio do Portal LeoDias, atuou como ponte vital para a aproximação entre a família Bolsonaro e o financista. O deputado Mário Frias, roteirista da obra, e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro também tiveram participação ativa nas negociações do longa, conforme as revelações do Intercept.

Miranda explicou ao UOL que o pacto selado garantia ao patrocinador um retorno sobre os futuros lucros de ‘Dark Horse’, com um aporte inicial de US$ 24 milhões, que equivaliam a R$ 134 milhões à época. O empresário confirmou que Vorcaro chegou a desembolsar aproximadamente metade do combinado – cerca de US$ 10,6 milhões, ou R$ 62 milhões – antes de suspender os pagamentos devido às turbulências do Banco Master. Mesmo com o investimento parcial, a cifra já catapulta ‘Dark Horse’ ao posto de produção cinematográfica mais cara da história do Brasil. Para se ter uma ideia, ‘Nada a Perder’ e ‘Nada a Perder 2’, que narravam a trajetória de Edir Macedo e eram as recordistas de custo, somaram juntas cerca de R$ 40 milhões. Os novos dados deixam uma pergunta no ar: com a interrupção dos repasses, o que acontecerá com a ambiciosa cinebiografia?

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