Prepare-se para ouvir verdades que ninguém teve coragem de dizer! Luisão, o gigante da zaga que defendeu a amarelinha em duas Copas do Mundo, está com a língua afiada e não poupa ninguém quando o assunto é o presente caótico da Seleção Brasileira. Em uma entrevista bombástica à Trivela, o ex-zagueiro do Benfica deixou claro seu pessimismo: ele simplesmente não vê o Brasil com chances de levantar a taça na próxima Copa. O motivo principal? Os experimentos incessantes de Carlo Ancelotti na condução do time.
Com a experiência de quem viveu a Seleção por dentro, o ídolo do futebol não acredita que a qualidade individual dos craques ou a genialidade do treinador italiano sejam o problema, mas sim a falta de uma base sólida. “O que me causa dúvida não é a qualidade do Ancelotti, nem dos jogadores, mas os experimentos constantes”, disparou Luisão, lamentando que, em dez partidas, nenhuma escalação tenha sido repetida. Ele argumenta que essa busca incessante por uma formação ideal, após uma preparação já atrasada, torna o sonho do hexacampeonato uma verdadeira miragem. A crise, ele esclarece, é diferente daquela de 2002; agora, o problema está na gestão da CBF, que “atrasou toda a preparação” em dois anos, ao contrário da “crise esportiva” do passado.
E a falta de convicção se estende à zaga. Luisão foi categórico ao afirmar que não improvisaria Danilo na defesa, indicando nomes como Marquinhos, Bremer, Léo Pereira (do Flamengo) e Fabrício Bruno (do Cruzeiro) como zagueiros de ofício. A conversa esquentou ainda mais quando o tema Neymar veio à tona. O ex-jogador não concordou com a postura de Ancelotti em público, de que não precisaria falar com o camisa 10. “Sou um pouco crítico ao Ancelotti por falar que não precisa conversar com o Neymar”, revelou Luisão, explicando que certas figuras, por serem ídolos e diferenciadas tecnicamente, exigem um tratamento particular, especialmente com a cabeça “um pouco complicada”.
Contudo, Luisão confessou que, na época da entrevista, em 17 de abril, enxergava um fio de esperança na evolução do craque. Embora reconheça que o tempo passa e o Neymar de hoje não é o mesmo de antes, ele fez um apelo público. “Quem dera eu estivesse do lado dele para falar: ‘Diminui os holofotes fora de campo, para com a discussão com torcedor, com juiz, com jogador, e foca no que está fazendo, que está melhorando a cada jogo.’”, desejou, deixando no ar a reflexão: será que o recado direto de Luisão fará o camisa 10 repensar suas atitudes e buscar a melhor fase rumo à Copa?
