Prepare-se para uma virada inusitada no mundo da política e do entretenimento! O humorista Fábio Porchat, conhecido por suas tiradas afiadas, acabou de se tornar o centro de uma polêmica sem tamanho na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deu sinal verde para um projeto de lei que busca transformá-lo em ‘persona non grata’, uma expressão latina que, no bom português, significa ‘pessoa não bem-vinda’.
O mentor por trás dessa movimentação é o deputado Rodrigo Amorim, do Partido Liberal, que preside a CCJ. O placar da votação foi bastante apertado: quatro representantes do povo respaldaram a ideia — Alexandre Knoploch (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL) — enquanto os políticos Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD) se opuseram à proposta. O desenlace, contudo, ainda depende da decisão do plenário da Alerj.
Mas qual seria o estopim para tamanho atrito? Amorim, que ostenta uma base de mais de 400 mil seguidores em sua conta no Instagram, expôs em seu perfil um vídeo onde Porchat ironiza Jair Bolsonaro e se posiciona contra a intromissão de figuras religiosas na vida alheia. No mesmo compartilhamento digital, o deputado aproveitou para manifestar seu suporte a Juliano Cazarré, que recentemente lançou um curso dedicado ao público masculino.
Apesar do aval na CCJ, há quem aposte que a iniciativa não passará de uma cortina de fumaça. O deputado Carlos Minc, que se posicionou contra a medida, compartilhou com o jornal O Globo sua crença de que a proposta não avançará. Ele detalhou que a expressão ‘persona non grata’ representa, de fato, ‘um instrumento de ação diplomática internacional. É usada para uma figura de determinado país não entrar no seu. Não se aplica em um caso como esse’. O parlamentar ainda pontuou a questão legal, afirmando que ‘um projeto de lei tem que ter um efeito genérico, não se faz uma lei para uma pessoa. Isso caberia, por exemplo, uma moção de desagravo ou de protesto, que é algo muito mais simples. Um deputado tem o direito de achar que um personagem é nocivo para a sociedade, mas isso não é uma lei. Lei é uma coisa que passa por comissões, é votada, sancionada pelo governo. Essa seguramente não será. É uma mise en scène’. Resta aguardar para ver se essa ‘mise en scène’ política realmente vai pegar ou se será apenas mais um capítulo na longa lista de picuinhas da nossa política.
